Refeições prontas além da conveniência: tendências que estão redefinindo a categoria.

O mercado brasileiro de refeições prontas está tradicionalmente associado à praticidade e à solução para dias corridos. Mudanças de perspectiva e inovações na categoria fazem com que ela já não atenda apenas a quem busca substituir uma refeição feita em casa, mas também a consumidores que querem planejar a semana, controlar porções e consumir opções mais flexíveis.

O que esperar do mercado de refeições prontas?

Segundo estimativa da JBS apresentada pela Mintel, o segmento de marmitas e refeições prontas no país é de R$ 12 bilhões. Com a mudança de hábitos das famílias e o aumento do custo da alimentação fora do lar, a categoria passou a atrair investimentos de grandes indústrias. O segmento, antes restrito a pequenos produtores e marmitarias de bairro, passa a oferecer refeições mais complexas e nutritivas, voltadas a diferentes públicos. 

A concorrência está fora do freezer

Os principais concorrentes das refeições prontas são o delivery e o foodservice, e o custo da alimentação fora de casa ajuda a explicar essa aproximação. A Mintel aponta que 54% dos consumidores cortariam refeições em restaurantes caso estivessem preocupados com sua situação financeira, e que 59% dos consumidores de foodservice consideram que comer fora ficou mais caro nos últimos anos. Entre quem trabalha ou estuda, 36% costumam preparar marmitas em vez de comer em restaurantes.

Nesse contexto, uma refeição pronta entrega rapidez, previsibilidade de gasto e controle sobre a porção, mas passa a disputar o mesmo espaço de consumo do pedido por aplicativo. Como 65% dos consumidores preferem opções mais indulgentes quando pedem delivery, a conveniência precisa vir acompanhada de sabor e de uma experiência à altura do que o foodservice oferece. 

Congelados e conservas: formatos para diferentes regiões

A escolha do formato também passa pela região. No Sudeste, a maior adesão a refrigerados e congelados cria espaço para ampliar refeições completas e acompanhamentos nesses formatos, e 43% dos consumidores da região se motivam por produtos adequados ao micro-ondas, o maior índice entre as regiões do país.

Já no Norte, a menor adesão a congelados e refrigerados sugere que o crescimento da categoria pode depender de outros formatos. Em uma região marcada por longas distâncias logísticas e forte tradição de produtos de despensa, conservas, proteínas prontas e acompanhamentos shelf-stable tendem a encontrar espaço.

Esse tipo de solução já aparece no varejo. A Smartmitas, linha desenvolvida pela foodtech Intelligent Foods, chegou a mais de 40 lojas OXXO em São Paulo com refeições que passam por esterilização térmica e podem ser armazenadas em temperatura ambiente por até seis meses, sem conservantes químicos

Perfis diferentes pedem soluções mais direcionadas

As mudanças demográficas ampliam a necessidade de soluções mais específicas. Os domicílios com apenas um morador passaram de 12,2% em 2012 para 18,6% em 2024, segundo o IBGE, e o número de pessoas com 65 anos ou mais cresceu 57,4% em 12 anos, de acordo com o Censo 2022. 

Com isso, porções individuais e embalagens que permitem consumir apenas parte do conteúdo ganham relevância, e a própria embalagem passa a integrar a proposta de valor: a facilidade de preparo e de consumo direto na embalagem figura entre os principais motivadores de escolha da categoria. Além disso, 32% dos consumidores gostam de personalizar refeições prontas, o que valoriza proteínas preparadas, grãos, vegetais, molhos e kits que preservam alguma autonomia na montagem do prato. 

A saudabilidade segue o mesmo caminho. Cerca de 39% dos consumidores tentam evitar refeições prontas por considerarem a maioria das opções ultraprocessada, mas a combinação de alegações como fonte de vitaminas e minerais, alto teor de proteína e ausência de ingredientes artificiais alcança 64% dos consumidores da categoria. 

Perfis diferentes pedem soluções mais direcionadas

Usuários e ex-usuários de medicamentos GLP-1 ainda representam uma parcela pequena dos consumidores (8% dos entrevistados pela Mintel), mas em um mercado em forte expansão no país. Com porções menores, esse grupo consome refeições prontas com mais frequência e em mais ocasiões, inclusive fora das refeições principais, como café da manhã e snacks. O uso desses medicamentos depende de acompanhamento médico e nutricional, e o interesse para a indústria está no comportamento alimentar associado.

Para esse público, a refeição pronta passa a apoiar o planejamento: 35% consomem mais kits semanais de marmitas para manter uma rotina consistente, contra 18% dos não usuários, e 38% demonstram interesse em refeições em porções menores, ante 24% do total de consumidores pesquisados. Nesse cenário, cresce o lançamento de produtos proteicos voltados a esse público, que busca uma alimentação mais saudável, de maior densidade nutricional e mais flexível.

Entre atuais e ex-usuários, 38% afirmam que refeições prontas trazem variedade à alimentação, contra 29% dos não usuários, e 26% valorizam refeições inspiradas em restaurantes ou chefs, ante 16%.

Como a New Max acompanha essa transformação?

Na New Max, acompanhamos os movimentos de consumo para apoiar o desenvolvimento de refeições prontas congeladas, refrigeradas e em conserva alinhadas às novas demandas. Para as equipes de P&D, isso significa considerar formulação, porcionamento, conservação, modo de preparo e embalagem desde o início do projeto, com temperos, aromas e molhos que sustentem uma experiência capaz de competir com o delivery e o foodservice. Nosso trabalho combina ingredientes, aplicação e conhecimento técnico para transformar tendências em produtos que façam sentido para o consumidor e para o processo industrial.

Fale com o nosso time técnico e explore novas possibilidades para o desenvolvimento de refeições prontas.

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